set 19 2013

ONU: Guiné-Bissau vai participar ao mais alto nível na assembleia geral

ONU

Bissau (Rádio Difusão Naciona-RDN, 17 de Setembro de 2013)  –  A Guiné-Bissau vai participar ao mais alto nível na Assembleia Geral da ONU no dia 26 deste mês em Nova Iorque, nos Estados Unidos de América, com uma mensagem forte do presidente de transição, revelou terça-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades.

Em entrevista, Fernando Delfim da Silva reconheceu que não é normal, mas garantiu que as autoridades de transição vão explicar as Nações Unidas a realidade do país.

“Tempos não muito normais, mas será uma representação normal ao mais alto nível com o presidente da república. O futuro a Deus pertence, mas da nossa parte, está tudo aposto, por vantagem dada para falar no dia 26, no período da tarde, está tudo aposto”, referiu ele.

“Portanto, até a este momento, não há surpresas, não há imprevistos desmoralizados. Uma mensagem forte, primeiro, porque a Assembleia Nacional Popular começou a funcionar em pleno e a Assembleia Nacional popular que é o único órgão eleito pelo povo guineense ratificou a transição política. Portanto, a assembleia aprovou o pacto revisto e o acordo político de transição. Deste ponto de vista, ratificou a transição política e a assembleia aprovou o programa e orçamento do Governo. Significa que legitimou este executivo”, avançou Delfim da Silva.

O ministro reafirmou que, apesar da vontade, o país não tem condições financeiras para viabilizar as eleições gerais em Novembro dado que precisa da comparticipação dosparceiros internacionais.

“Todo o mundo sabe que a Guiné-Bissau não tem condições internas próprias para fazer eleições, para arcar com os recursos das eleições. Por isso, a comunidade internacional, o Conselho de Segurança agora pede a comunidade internacional que comparticipe no quadro de financiamento do processo eleitoral”.

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“O Conselho de Segurança endoçou as decisões que foram tomadas por duas entidades fundamentais – a CEDEAO e o presidente da república. Nós fazemos parte da CEDEAO, o presidente Serifo Nhamadjo é um membro de pleno direito da cimeira da CEDEAO, a CEDEAO fixou o fim da transição até Dezembro, o presidente da república fixou a data das eleições para 24 de Novembro, que se mantém. Não há derrogações, as datas mantêm-se”, destacou.

“Agora, falta a um outro nível mais técnico, viabilizar as condições para as eleições”, apontou acrescentando, citamos: “contamos, esperamos o máximo da CEDEAO. Porque, o que está a acontecer na Guiné-Bissau é um desafio para os guineenses, mas também é um desafio para a CEDEAO, com base no princípio de subsidiaridade. Quer dizer, o Conselho de Segurança deixa a CEDEAO avançar com o processo. Portanto, a organização sub-regional que mais próxima do problema, do foco do problema, esta “por delegação, que assuma maior protagonismo. O Conselho de Segurança endoçou a disposição da CEDEAO, ou seja, é o Conselho de Segurança como que tivesse delagado à CEDEAO o poder de acompanhamento deste processo de transição. Portanto, a CEDEAO faz parte da solução, não é parte do problema”.