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Indústria

FORMAÇÃO DO PIB

Agricultura, Pesca e Madeiras 62.4%
Comércio, Restauração, Hotel 19.7%
Indústria (e água e electricidade) 9.3%

 

CARACTERÍSTICA DOS SECTORES

Agro-Indústria

Graças as condições ecológicas bastante favoráveis, a Guiné-Bissau produz uma gama de variedades de frutas e de legumes.

A área de plantação deste último tem crescido de forma significativa, actualmente a produção de castanha “in natura”, na campanha finda foi de cerca de cem mil toneladas, colocando a Guiné-Bissau como um dos maiores produtores mundiais de castanha de caju (6° lugar).

a) O sector industrial abrange os seguintes subsectores:

  • alimentar e bebidas;
  • industria da construção civil e materiais de construção;
  • madeiras e mobiliário;
  • industria metalomecânica;
  • indústria extractiva.

b) O sector da Agricultura abrange os seguintes subsectores:

  • agricultura;
  • pecuária;
  • floresta.

Com a implementação de um clima favorável ao investimento e a tomada de medidas facilitadoras do desempenho das actividades agro-industrial, nomeadamente no domínio da energia, do comércio externo e da legislação laboral poderão permitir o relançamento da actividade; tendo em conta as reformas estruturais e a elaboração de programas do ambiente socio-económico, ao apoio ao sector privado e a valorização da produção agrícola.

A guisa de conclusão, podemos afirmar que o país oferece condições para a produção e transformação de produtos agrícolas, designadamente:

  • Castanha de caju
  • frutas e legumes, produção de sumos, de compotas, de mel, transformação de castanha de caju;
  • produção, transformação e exportação de milhos e outros cereais;
  • processamento da farinha de mandioca;
  • produção de rações para animais;
  • produção orizicola;
  • transformação de óleo de palma para a produção de sabão .e de sabonetes;
  • transformação e conservação do pescado;
  • instalação de pequenas indústrias de bebidas;
  • produção de aves e porcinos;
  • reabilitação de varias unidades de produção de óleos;
  • instalação de unidades de stocagem e refinarias de óleos.

 

 

Energia

O sector da energia compreende os seguintes subsectores:

  • electricidade;
  • combustíveis derivados do petróleo;
  • combustível lenhoso;
  • energia solar;
  • energia renovável.

A estratégia para o desenvolvimento do sector energético nas zonas urbanas e suburbanas basear-se-á, fundamentalmente nas seguintes dois princípios:

  • consolidação e desenvolvimento das infra-estruturas do sector por forma a possibilitar o acesso da população as mesmas, pela implementação de uma política de redução de custos da energia, de garantia da qualidade do serviço prestado e do desenvolvimento económica sustentável;
  • reorganização do quadro institucional afim de definir e separar o papel do estado como entidade responsável pelo desenvolvimento da política sectorial e órgãos de regulamentação do sector.

 

 

Turismo

Este sector abrange os seguintes subsectores:

  • turismo ecológico;
  • turismo rural

Características:

A Guiné-Bissau apresenta boas potencialidades turísticas. A diversificada cultura gastronómica (cerca de 30 etnias) aliada a rica paisagem natural, ainda por explorar, dá a Guiné-Bissau vantagens de poder oferecer produtos altamente valorizados pelos turistas.

O país beneficia de uma posição geográfica privilegiada, a pouca horas de voo dos países do norte, dada a sua proximidade da Europa e da América.

O fraco desenvolvimento deste sector, aliado à uma vontade manifesta do governo em promover o sector representa uma excelente oportunidade para o investidor atento.

 

 

Pescas

Este sector abrange os subsectores seguintes:

  • pesca artesanal;
  • pesca industrial.

Características:

Este sector reveste uma crucial importância para o desenvolvimento económico e social do país.

Devido a própria característica da Zona Económica Exclusiva (ZEE), o país é bastante rico em recursos haliêuticos. O objectivo da nova política de desenvolvimento do sector da pesca, consiste em maximizar os benefícios provenientes da exploração dos recursos do mar tanto para o abastecimento do mercado como para exportação.

Os principais componentes da estratégia do governo para no sector são:

  • a gestão racional da ZEE DE 200 Milhas marinhas;
  • o aumento de capturas quer para o consumo interno, quer para a exportação;
  • desenvolvimento de frotas nacional;
  • desenvolvimento das infra-estruturas de apoio em terra e da indústria de transformação;
  • encorajamento de joint-venture com sociedades estrangeiras especializadas na exploração haliêutica e no negócio internacional;
  • o reforço das capacidades nacionais de controle e de vigilância da nossa ZEE;
  • o desenvolvimento da pesquisa haliêutica aplicada;
  • dotar o país da capacidade de efectuar um controle sanitário fiável do pescado e internacionalmente aceite;
  • realizar um importante programa de formação de recursos humanos a fim de responder às necessidades de florescimento do sector.

Por essas e outras razões o estado entende abrir este sector aos investimentos do sector privado. Trata-se nomeadamente de criar pequenas e medias unidades e empresas de transformação local especialmente viradas para a exportação.

Outras considerações:

Sectores como energia, telecomunicações, transportes, aeroporto, porto estão na agenda do governo, estando previsto a privatização da companhia nacional de produção e distribuição energia eléctrica e água da Guiné-Bissau, privatização e/ou concessão de uma gestão privada de administração de aeroporto companhia aérea nacional, assim como aos serviços dos portos lançamento de concurso público internacional para a atribuição duma licença de telefone celular.

No que concerne ao subsolo, pese embora não existirem indústrias minerais, este sector apresenta grandes potencialidades, O subsolo é rico em bauxite (cerca de 350 milhões de toneladas), fosfato, ouro e outros minerais.

Relativamente ao petróleo e gás, constata-se uma intensa actividade de pesquisa na zona offshore, cujo resultados são bastante encorajadoras. A lei das minas aprovada em 1997 permite intervenção da iniciativa privada neste sector.

Apesar de todas estas potencialidades naturais, a Guiné-Bissau continua a ser um dos países mais pobres do mundo, por razões estruturais e conflituosas que o país atravessou após a independência, tendo como consequência a queda vertiginosa da sua capacidade produtiva, a descapitalização das empresas privadas.

 

Madeira e Mobiliário

Sendo a Guiné-Bissau um exportador de madeira em toros iniciou-se a partir de 1996 o investimento privado na produção de produtos derivados da madeira, tendo sido iniciado o fabrico de portas para exportação.
A reabilitação das diversas unidades pertencentes ao Estado que laboram no sector e novos investimentos poderá ser uma das formas de aumentar o valor acrescentado da madeira guineense.

 

 

Indústria da Construção Civil e Materiais de Construção

Devido ao fraco grau de desenvolvimento do país e a fraca capacidade de aforamento das populações, o peso do sector privado no volume de negócios deste sector, embora apreciável não contribui para uma expansão sustentada do mesmo.

É o investimento público no sector das infra-estruturas sociais e nas obras públicas, uma vez que sejam implementadas políticas macroeconómicas credíveis, que pode constituir o grande factor para o relançamento desta actividade.

Este sector é responsável pelo desenvolvimento da indústria de materiais de construção, que deverá ser considerada como prioritária para o desenvolvimento da indústria transformadora. Uma política de incentivos adequada poderá promover a constituição de unidades semi-industriais, ou mesmo artesanais de produção de materiais de construção (tijolos, azulejos, cal, blocos de solo estabilizados, etc.)